Junho 2008


E tudo começou com o Harry Potter (ou seria um tê só?) e o Cálice de fogo. Ainda não tinha assistido. Assisti na quinta feira.

Nunca li nenhum dos livros do pequeno bruxo, mas, ao assistir o último filme que passou dele no cinema, e gostar, resolvi assistir aos anteriores na devida sequência pra ver coéra da parada, sacoé. Pois bem, gostei, até agora de todos eles. Mas tenho uma crítica grave a fazer aos filmes:

Por que não colocaram a Hermione e o Harry para serem o parzinho quase amoroso dos filmes????

Não me venham com a conversa mole, fiada, de que “no livro a história dela com o Rony (ou seriam dois enes?) é mais bem explicada, faz sentido”, “se você ler o livro você vai entender que eles têm uma amorzinho um pelo outro”, “blá, blá, blá, blá”. Afinal, qualquer ser humano minimamente pensante sabe que livro é livro e filme é filme! É óbvio que o livro será mais completo que o filme, e é óbvio que nenhum filme conseguirá mostrar tudo que o livro diz. Então, os puristas que “não gostei do filme porque o livro blá blá bla” que vão catar coquinho porque isso é uma justificativa “asnar” como diria uma grande ex-professora cômica. Enfim. Se no filme eles mostram muito mais o carinho e o apego que a Hermione tem pelo Harry, e raríssimamente mostram o que ela tem pelo Rony, pois que eles, H & H que ficassem juntos, oras! E ainda soube que o Harry vai “terminar” com a outra ruivinha que raramente aparece nos filmes e cuja importância na história cinematográfica até agora é menor que a das corujas!! Façam-me o favor!

Depois, veio o caraoquê do Parada da Lapa. Bastante divertido. Era desses com banda ao vivo. Pena que tinha um tiozão aniversariando no dia, e vários outros tiozões animadões de bigodões cantando e dançando boladões aquelas músicas antigas dos salões.

Depois…

“Minha jangada vai sair prú mar…”

Um passeio de barco com Michelle e irmãos e pai-piloto, com direito a blitz da Capitania dos portos ou “como é que chama, ‘comando dos mares’, né” como diria a minha querida namorada. Passeio legal, cuja volta bastante divertida me fez perceber porque se morre tão facilmente no mar. Se um navio com mais de cem metros de comprimento, e demais medidas devidamente proporcionais, balança como se fosse uma criança num berço, como que um mero corpo de ser humano teria alguma chance? Quase impossível.

Ah… baboseiras a parte, agora um aviso sério: EU NÃO BEBO, portanto, quando quiserem sair e beber ou provar um golinho que seja de qualquer coisa alcoólica, me chamem pra eu voltar dirigindo (me bateu uma dúvida se era com gê ou jota), to cobrando baratinho!!

É impressão minha ou quase todas as letras escritas “por extenso” têm a própria letra na palavra?

Se tiver algum flamenguista aí, lembrem-se que quando vocês ganharam a libertadores nenhum time argentino ou uruguaio (os mais fortes da época) disputaram a competição devido a Guerra das Malvinas. E, curiosamente, o flamengo nunca mais ganhou quando esses times voltaram a disputar a competição. Muito curioso não… talvez o Cabañas saiba a explicação para tal fato…

* * * * *

Já pararam pra pensar que a existência é egoista?

Tudo só existe para nós. Aquilo que existe para o outro não existe para nós porque já exista para o outro, mas sim, só existe para nós quando efetivamente passar a existir para nós.

Isso me levou a pensar que talvez muitas pessoas que sofram de algum tipo de doença mental possam sequer existir caso elas tenham perdido tal consciência, a da própria existência.

E que o fim de tudo pode não ser uma bomba atômica, ou várias, mas sim, uma simples debilidade mental generalizada, afinal, quando tudo deixar de existir para todos, sequer haverá a existência.

Acho que só então, segundo Satre, se não me engano, teremos o verdadeiro Nada.

O que me acarreta perguntar e pensar em algumas questões: O verdadeiro Nada existiria ou até mesmo o Nada, pra existir dependeria da existência de algum ser humano para poder constatá-lo? E, se essa fosse uma condição, então, como existiria o verdadeiro Nada? E, se o nada nunca vier a poder existir, quando acabar a existência o que haverá? Será esse o grande mistério da humanidade? Será que é aí que reside Deus e a fé?

É com essa simples e irrespondível pergunta que eu reativo, com novo endereço graças à péssima administração internética do Weblogger – que acabou com os dois melhores blogs que existiam, o meu e o do Leo -, o Ei,Catatau!.

Mas o que diabos essa pergunta tem a ver com a volta do meu blog não estão perguntando vocês. Simples. Nada.

Explico.

Certa vez um homem chamado Jesus, segundo escritos históricos e a fé de bilhões, ressuscitou. Voltou do mundo dos mortos exatamente como meu blog está fazendo agora. Obviamente, não estou comparando meu blog à Jesus, afinal, isso aqui sequer é uma coisa, mas é uma façanha e tanta já alcançada por mim através deste humilde post.

Enfim, tá confuso como sói acontecer comigo, mas o fato é o seguinte: canetas Bic NÃO RESSUSCITAM!

Já pararam pra pensar nisso? Percebam. Quantas canetas Bic vocês já compraram durante suas vidas? Milhares. Quantas vocês perderam? Todas. Quantas novas são fabricadas? Milhões. E quantas são reencontradas? NENHUMA!

Ou seja, as canetas Bic morrem e, ou vão para o céu das bic’s cheio de papel da melhor qualidade ou vão pro inferno, onde passam o resto de sua “existência” sendo seguradas por mecânicos e escrevendo recibos e notas fiscais com aquelas mãos graxentas e grossas, sendo apertadas com muita força contra o papel para sua marca aparecer até a quinta folha do bloquinho carbonado. Mas, de qualquer maneira, não voltam! Senão, encontraríamos, em vários lugares, canetas bic’s pela metade, mordidas atrás, com a parada fininha da tampa quebradas e FUNCIONANDO (que é o que representa a vida, a alma da caneta, afinal, voltar só o corpo físico não é ressurreição, é exumação).

Já sei, vocês vão não vão dizer que as canetas bic’s ressuscitam, mas adotam uma forma canetal diferente da que tinham em vida e por isso não as reconhecemos como tal. Que as bic’s ressuscitadas são carnalmente aquelas canetas de várias cores em uma que os caras vende por 1 real nos ônibus. Ok, pode até ser, mas então, pra onde vão os corpos antigos das canetas ressuscitadas e de Jesus?

É, não se deve tentar explicar o que não se sabe.

Enfim… idiotices de lado, meu blog voltou. Não sei ao certo a frequência da atualização nem a qualidade que os textos terão, mas garanto que não fugirá dos moldes abomináveis do antigo.

A propósito, como todos sabem, estou fazendo terapia, então, tenho aprendido a controlar melhor meus arroubos mau humorados, minhas intransigências, e minhas implicâncias. Contudo, Antero não vai ao psicólogo comigo.